Inadimplência no Brasil cresce e atinge mais 75 milhões de consumidores em setembro de 2026

O número de consumidores inadimplentes continua crescendo no Brasil 2026, alcançando mais de 75 milhões de pessoas em Setembro, o equivalente a 44,67% da população adulta. Os dados são do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, que registraram alta de 2,07% no número de devedores em relação a agosto.

O avanço da inadimplência no Brasil acende um alerta para empresas e lojistas, pois o aumento das contas em atraso pode comprometer o recebimento das vendas e dificultar a gestão do fluxo de caixa. Nesse cenário, acompanhar o comportamento dos consumidores e adotar medidas preventivas de análise de crédito torna-se ainda mais importante para reduzir riscos nas operações comerciais.

Perfil dos consumidores inadimplentes

A faixa etária de 30 a 39 anos concentra o maior número de consumidores negativados, com 18,06 milhões de pessoas, o equivalente a 23,35% do total de inadimplentes. Nessa faixa, 53,30% da população está com o nome negativado.

Em relação ao gênero, as mulheres representam 51,38% dos consumidores inadimplentes, enquanto os homens correspondem a 48,62%.

Na comparação anual, o Sul apresentou o maior crescimento no número de inadimplentes, com alta de 9,75%. Na sequência, aparecem o Centro-Oeste (7,74%), o Norte (7,25%), o Sudeste (5,60%) e o Nordeste (4,58%).

Valor das dívidas e impacto no orçamento

Em setembro de 2026, cada consumidor inadimplente devia, em média, R$ 5.240,29, com pendências distribuídas entre aproximadamente 2,36 empresas credoras.

Os dados também mostram que 28,69% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500. Quando considerados débitos de até R$ 1.000, o percentual chega a 40,75%.

Entretanto, o valor das pendências não é o único fator que dificulta a regularização financeira. Juros elevados, despesas essenciais e compromissos acumulados reduzem a capacidade de pagamento das famílias e aumentam o risco de novos atrasos, mesmo após uma renegociação.

Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, os programas de renegociação são importantes, contudo, não resolvem isoladamente o problema do endividamento. A recuperação financeira também depende da capacidade de manter os pagamentos em dia e evitar o acúmulo de novas dívidas.

Dívidas em atraso crescem 13,62% em um ano

Além do aumento no número de consumidores negativados, o volume de dívidas em atraso também apresentou crescimento. Em setembro de 2026, a quantidade de pendências aumentou 13,62% em comparação com o mesmo mês de 2025. Na passagem de agosto para setembro, a alta foi de 3,07%.

Entre os setores credores, Comunicação registrou o maior avanço anual, com crescimento de 17,84%. Bancos tiveram alta de 12,89%, enquanto Água e Luz apresentaram aumento de 12,08%. O Comércio foi o único dos setores destacados a registrar queda, de 1,77%.

Os bancos concentram a maior parcela das dívidas em atraso, representando 65,95% do total. Água e Luz aparecem em seguida, com 10,14%, acompanhados por Outros, com 9,82%, e Comércio, com 8,12%.

Na análise regional do volume de dívidas, o Sul também registrou a maior alta anual, de 17,19%, seguido pelo Norte (14,99%), Centro-Oeste (14,36%), Sudeste (12,62%) e Nordeste (10,40%).

O que os dados de inadimplência significam para as empresas?

O crescimento da inadimplência no Brasil reforça a importância de uma gestão de crédito criteriosa, especialmente para empresas que vendem a prazo. Conceder crédito sem avaliar o histórico e a capacidade de pagamento do cliente pode aumentar a exposição ao risco e comprometer os resultados financeiros do negócio.

Em suma, acompanhar os indicadores de inadimplência e consultar informações de crédito antes de concluir uma venda são medidas que ajudam a embasar decisões comerciais. Com dados confiáveis, o lojista pode avaliar melhor os riscos, estabelecer condições de pagamento adequadas e reduzir a possibilidade de prejuízos.

Para fortalecer a gestão financeira, também é importante monitorar os pagamentos, agir rapidamente diante dos atrasos e manter processos de cobrança bem definidos. Essas práticas contribuem para uma operação mais segura e para a preservação do fluxo de caixa.

Quer tomar decisões de crédito mais seguras e reduzir os riscos de inadimplência na sua empresa? Entre em contato com nosso consultor.

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